Sabe bem pagar tão pouco de impostos
No último post provavelmente estranhaste a ideia de Jean-Claude Trichet, de um Ministério das Finanças Europeu. Felizmente já ouviste falar do caso "Pingo Doce" para compreender que a os países da União Monetária não poderão ter políticas fiscais muito diferenciadas, sob o risco de todas as empresas estudarem engenharia financeira para verificarem onde podem pagar menos.
Este "planeamento fiscal" é particularmente injusto porque o factor trabalho não dispõe da mesma opção. Acresce que caiu a pintura a Soares dos Santos que para promover o Pingo Doce andava a fazer publicidade dando ao país lições de patriotismo. Por isso o assunto espalhou-se pelas redes sociais.
A imprensa económica não lhe critica a racionalidade das decisões, porque grande parte das empresas que estão cotadas no principal índice da Euronext Lisboa fazem o mesmo.
1. Em entrevista ao EXPRESSO, Soares dos Santos justificou por que motivos se sentiu injustamente atacado.
Apresenta dois.
Este "planeamento fiscal" é particularmente injusto porque o factor trabalho não dispõe da mesma opção. Acresce que caiu a pintura a Soares dos Santos que para promover o Pingo Doce andava a fazer publicidade dando ao país lições de patriotismo. Por isso o assunto espalhou-se pelas redes sociais.
A imprensa económica não lhe critica a racionalidade das decisões, porque grande parte das empresas que estão cotadas no principal índice da Euronext Lisboa fazem o mesmo.
1. Em entrevista ao EXPRESSO, Soares dos Santos justificou por que motivos se sentiu injustamente atacado.
Apresenta dois.
Tenho o direito de defender o meu património.
A iniciativa privada nunca foi nada de que português gostasse. Mas o que não aceito são os ataques pessoais.Principalmente alguns comentários que são baseados em mentiras.
2. Apesar de a decisão de Soares dos Santos ser economicamente racional, ser legal, e corresponder rigorosamente ao comportamento de outros grupos grupos económicos, observa que continua ser moralmente criticável.
continua a ser normalmente criticável porque para pagar os impostos ele não é português, mas para fazer publicidade ele é.
continua a ser normalmente criticável porque para pagar os impostos ele não é português, mas para fazer publicidade ele é.
3. "O erro do Brasil só foi estudado em 2010 porque o trauma foi muito grande. Por isso recorri a um professor português do MIT e do INSEAD..."
Justifica a propensão comum à generalidade dos empresários de recorrem a economistas depois de terem passado por algum "susto". Os principais erros é que não tinhamos recursos humanos para lidar ao mesmo tempo com um país com quase 40 milhões de habitantes e o estado de São Paulo, com 20 milhoes, a conclusão que ele chegou foi que a JM e a sociedade Francisco Manuel dos Santos tinham de se separar.
4. Extrai da entrevista três motivos que poderão levar os empresários portugueses a preferir pagar impostos na Holanda. Os três motivos são: Porque a Holanda é o país que melhores garantias oferece a iniciativa privada, muito por causa dos acordos que tem com outros países, não só na dupla tributação mas também na proteção de investimentos.
5. Verifica que Soares dos Santos procura abstrair-se de questões emocionais, justificando a sua responsabilidade "profissional".
" Não, porque a minha responsabilidade é gerir o dinheiro dos acionistas. Eu estou a gerir não só o meu dinheiro mas também o dinheiro dos outros."
5. Verifica que Soares dos Santos procura abstrair-se de questões emocionais, justificando a sua responsabilidade "profissional".
" Não, porque a minha responsabilidade é gerir o dinheiro dos acionistas. Eu estou a gerir não só o meu dinheiro mas também o dinheiro dos outros."
6. Se a generalidade dos empresários portugueses não acreditasse na hipótese de Portugal no Euro, e deslocalizasse as suas actividades, que consequências imediatas teria essa atitude sobre a economia portuguesa?
Em que medida a proposta de Jean-Claude Trichet, de "um futuro ministério das finanças europeu seria responsável por supervisionar a vigilância tanto das políticas fiscais como das políticas de competitividade (..)" resolveria os problemas da economia portuguesa?
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